27 02
#11AnosDiRica / Looks / Moda

Grease | #11AnosDiRica

Por Diana Monteiro

Se tem um musical que não poderia faltar na série #11AnosDiRica é o Grease!
Vejo desde pequena e adoro, canto empolgada toda vez e sempre que está passando na net, não consigo mudar de canal! É um clássico pra quem ama cinema e a categoria. As músicas ‘chiclete’ te prendem, assim como a personalidade do Danny Zuko e dos demais (mas acho a Sandy meio insossa).

O figurino é nostálgico e me faz sorrir como nunca. Como gosto da estética dessa época! Deve ser pelo fato da grande evolução da moda na década de 1950, ainda mais dos chamados ‘rebeldes sem causa’. Curioso ver como toda década tem sua fase de julgamento dos jovens revolucionários, né? Quando é que a gente vai de fato abraçar a diversidade e parar de julgar tudo?

Mais uma produção-desafio pra mim! Não me refiro as peças dos looks, e sim sobre a falta da luz do dia. Adoro fotos com luz natural e não muito fã de flash. Acredito que porque não possuo ainda o equipamento de iluminação profissional completo pras fotos ficarem bem iluminadas e sem aquele aspecto ‘susto’, sabe? Mas é aquilo, o futuro está logo ali na esquina e enquanto isso, trabalhamos com o que temos. Como adoro passar por obstáculos, fico sempre feliz com o resultado final. Sempre aprendo algo novo!

Nossa foto-poster do filme tão desejada pelo Rica! O início do shooting foi difícil, mas uma vez que encarnamos os personagens, a diversão rolou solta entre as poses e movimentos.

Mas vamos ao que interessa! História do editorial:
Percebi que o Rica Zuko não tirava os olhos de mim, a ponto de me deixar com as bochechas vermelhas, o que não é muito difícil.. rs! Não sei ao certo o porque me olhava, se era pelo fato de eu não me vestir como as então chamadas ‘patricinhas’, optando por look total black e justo com jaqueta ou se realmente me achava interessante.

A verdade é que, pra minha surpresa, eram os dois! Ele me abordou com um ‘Oi, posso conversar com você?’ e quando percebi, já tinham passado mais de 3 horas. Ser diferente é muito bom e desde que me entendo por gente, sou feliz por não me encaixar em grupos e estilos fixos. Sou uma caixa cheia de referências, e construo meu lifestyle e ideais em cima do que acredito e faço, ao contrário do que a maioria faz, sempre seguindo padrões.

O papo estava tão bom que eu não queria ir embora. Ao se despedir, percebemos que gostaríamos de estar o tempo todo um com o outro e na semana seguinte, já estávamos morando juntos. Ele só me disse que eu era bonita uma semana depois de nos conhecermos pois até então, sua fascinação por me destacar pelas minhas diferenças era o que mais cativava ele. Claro, eu não poderia estar mais feliz com isso e pra comemorar, acendi meu próprio cigarro, não deixando espaço pro famoso ‘quer fogo?’ público aparecer.

Essa simples atitude fez com que as pessoas que estavam perto ficassem assustadas, nos fazendo rir muito! Como uma boa provocadora, fizemos questão dele colocar a jaqueta de couro (até então feita somente pra homens usarem) em mim, mostrando que nos aceitávamos como éramos, independentes de caretas gratuitas e apontamentos. Pra finalizar, uma dancinha ao som de ‘Are The One That I Want’ e seguirmos com nossas vidas.

Sei que o tempo não permitiria, mas não seria incrível se os filmes musicais vintage não fossem machistas? Não custa sonhar, né? Mesmo assim, sou apaixonada por diversos e entendo toda a questão limitada e preconceituosa das épocas retratadas nos filmes, apenas não concordo nem. Embora lenta, vejo a evolução acontecer e fico muito feliz com os que resolvem quebrar com regras.

Por essas e outras que eu amo você, Rica Zuko! Digo, Rica Browne!
Agora que a história foi contada, falemos um pouco mais dos bastidores! Fazer editoriais com zero reais de bugdet é bem difícil, não canso de falar, e nem sempre consigo fazer exatamente como está na minha cabeça, mas como já disse, acabo ficando bem feliz com o resultado. Mas pra isso acontecer, me atento aos detalhes, que no caso ficou por conta da edição, granulada, com fundo amarelado e aspecto antigo, como um estilo sépia.

Ambos estamos com os cabelos grandes, pelo menos maiores do que estamos acostumados. E por ter muito volume e cabelo, sofro um bocado pra fazer babyliss, pois faço, prendo e gasto um spray de laquê, mas quando solto, ele se desfaz em questão de minutos. Acredito que se eu cortar, o efeito durará mais. O mesmo acontece com o Rica que, por ter as madeixas onduladas, fica difícil modular sem os lindos cachos quererem aparecer. Mas como acredito que copiar é o caminho mais fácil, nada de ficar igual. Nossa versão e interpretação daquilo que vemos é a parte mais legal e criativa da produção!



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