20 12
Moda

Modelando por um dia – Valentina Mag

Por Diana Monteiro

Minha ideia para a nova edição da Valentina era chamar uma mulher que não seguisse certos padrões de beleza impostos pela sociedade, para estrelar o editorial de natal. Depois do sucesso da matéria “Minha cabeça, minha beleza”, escrita pela Julia Barbosa (sigam o blog dela), achei que era mais do que na hora de começar a quebrar certos esteriótipos.

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Decidida, convidei algumas amigas e conhecidas consideradas ‘plus size’ (detesto labels, mas para a sociedade a nomenclatura define mulheres com curvas). Para minha surpresa, todas negaram o convite e algumas disseram estar com receio de severas críticas e xingamentos – lamentável. Às vésperas do photoshoot estava surtada atrás de alguém que topasse fazer. Foi aí que as meninas da equipe de produção perguntaram: por que você não faz, Di? :O

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Neguei na hora e segundos depois, fiquei chocada com tal atitude, pois tive a mesma reação que as convidadas tiveram. Pausa para reflexão. Depois de um tempinho, minha cabeça deu um nó, pois percebi que o receio e medo também estavam dentro de mim. Possuía questões mal resolvidas e até então não tinha certeza.

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No dia anterior as fotos, virei um nervosismo em pessoa, ansiedade era o meu sobrenome. Após somente 3 horas de sono, hora de se arrumar e levar tudo para o local das fotos. Por mais que a estilista carioca Bel Nóbrega tenha nos oferecido sua casa (linda – um sonho) para servir de cenário para o editorial e eu estivesse rodeada de amigas (sim, minha equipe é família), ainda estava tensa com a situação, pois não nasci para posar. Mas acreditava que a experiência era necessária, além de seguir com o lema da Valentina: quebrar padrões.

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Amo revistas e compro muitas por mês, além de acompanhar algumas online e ainda me incomodo demais ao ver que que ícones de estilo e inspirações são mostradas em corpos magros, nos induzindo a acreditar que esse biotipo é o “bonito”, o ideal para ser seguido.

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Confesso que o dia foi sofrido e por mais que a equipe tenha sido um amor e muuuuito paciente, não consegui fazer um trabalho bom, tenho total consciência disso. Mas ouso dizer que dadas as circunstâncias, conseguimos bons resultados.

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Pelo lado pessoal, passei uma transformação. Gosto muito de desafios e posso dizer com convicção que foi uma experiência interessante. Ainda mais pelo tema, que é minha paixão: natal. Me diverti muito e foi ótimo viver a Valentina da década de 1960 por um dia. Ficou curiosa pra ver? Clica aqui pra ver o editorial ‘Retro Bells” na íntegra.



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