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That ’70s Show | #11ANOSDIRICA

Por Diana Monteiro

Além de cinéfila, sou completamente viciada em séries e seriados. Nem sempre acompanho as (os) mais quentes do momento, mas sempre estou vendo as (os) que adoro, além de procurar novidades pelo netflix. E toda semana encontro algo que me cativa.

Mas um sitcom em especial faz o nosso fim de noite (na verdade, a madrugada) mais aconchegante e feliz. E tinha que entrar na série que homenageia os nossos 11 de relacionamento.

That ’70s Show é super nostálgico e como boa apreciadora do universo vintage, seria impossível não gostar. Por mais que tenha sido lançado no final da década de 1990, posso falar que fez parte da minha adolescência com força. Eu esperava ansiosamente toda terça-feira pra ver o episódio novo. Sim, naquela época internet era luxo! rs

Até hoje o seriado me arranca boas risadas e com o tempo, passei a admirar ainda mais a Donna. É impressionante como a gente evolui, né? Feminista, segura do que que deseja pra sua vida, sempre questionando padrões impostos e com aquela sede de falar o que pensa. Como não se inspirar na personagem? Já o Steven Hyde, tem a personalidade que me faz suspirar. Taxado como ‘revoltado’, é um dos mais inteligentes da turma de amigos (Eric também é, embora seja mimado), vivido pra sua idade e extremamente sarcástico. Viver os dois por uma tarde foi uma delícia e embora estivéssemos lutando com a fumaça do cenário, foi muito divertido!

História:
No porão do Eric, mas precisamente às 15:32.
– Nem fale mais comigo!
Após um nova breve discussão, interrompi o assunto com o Rica. O motivo real não é importante, já que a nossa maior diversão é discordar um do outro. Após anos convivendo com essa troca de olhares e tensão, percebi que gostava muito dele, estava apaixonada.

A verdade é que a gente se dá muito bem, mas por termos personalidades fortes e a necessidade de falar o que pensamos, acabamos entrando em atrito. Por mais que seja por alguns minutos, vamos sempre enfatizar o que achamos, independente do que o outro achar. E claro, aquela implicância clássica tem que rolar!

Ficamos mais moles conforme a discussão vai fluindo, pois vemos nos trejeitos o quanto gostamos um do outro. Rica tentou de forma discreta fazer um carinho na perna e eu só olhei, fazendo questão de não ligar, fingindo que absolutamente nada estava acontecendo. Quando na verdade, estava sorrindo de orelha a orelha, por ter ele na minha vida, mesmo que por enquanto como amigo. E que grande amigo!

Depois de tentar, sem sucesso, uma nova aproximação, Rica foi sentar em cima da máquina de lavar roupa, que também fica no porão, mas antes pegou um picolé no freezer. De lá, fala algo para eu intencionalmente ouvir “fica tão linda brava”. Olhei indignamente pra ele, com aquele olhar  de “me poupe, né” e disse “tenho muito mais a oferecer além desses atributos fúteis”. Ele riu e respondeu “por isso que não consigo ficar longe de você, amo o fato de dizer tudo o que pensa sem papas na língua”.

Rebato que é isso mesmo, mas não resisto e solto um sorriso de canto de boca, revelando o fato de que amo a forma que gosta de ficar perto de mim, sempre respeitando meus ideais e afins, por mais que gostemos de nos perturbar.

Aproveito pra colocar uma música do Zeppelin pra tentar acabar com a tensão. Vejo nitidamente que ele gosta e, quando percebe que não consegue mais esconder, fala em voz baixa “It’s the soundtrack to the revolution man”. Ele me chama pra roda, mas me finjo que não é comigo… rs.

Digo “não” friamente e mais uma vez faço questão de frisar a importância do feminismo. Só farei o que eu realmente quiser (e isso vale pra todas as mulheres do mundo). No fundo, estava contando os segundos pra sentar do lado dele. Obviamente, não resisti, fui logo em seguida, dizendo, “só porque eu quero, ok?”.

Ele disse que sabia e que se a gente não for à luta, o mundo estará perdido, vamos continuar nesse ciclo machista e limitado. Pra você ver, eles querem acabar com o rock n roll porque eles sabem que nos deixam excitados. Eles estão sempre censurando os mais diversos tipos de arte e a música sofre muito com isso, sabemos das mensagens que passam e pra “eles”, precisamos estar zumbis pra seguir com o fluxo que querem…

Depois disso, minha única vontade era dar um beijo nele. Que felicidade ter alguém que compartilha dos seus ideais, que possui as mesmas lutas e anseios! A partir dali, começamos a namorar. Assumimos nossos sentimentos enrustidos e pensamos, what the hell, vamos ser felizes!

Aproximadamente às 18:45 estávamos assim, rindo, viajando e nos curtindo como nunca! <3

Os looks desssa produção foram até agora, os mais fáceis que produzi, pois minha teoria calhou como nunca. Nós temos, sem perceber, diversas peças que remetem a uma determinada época, personagens, filmes e séries. A vantagem da moda ser cíclica, é que podemos nos transportar pras mais diversas épocas e a partir disso, montar nosso estilo como bem entendermos.

Usei uma calça flare de cintura alta, um dos meus grandes coringas, com uma camisa xadrex flanelada, que tenho há anos. Rica usou uma calça jeans super básica, uma camiseta com estampa de caveira e um casaco. Além das roupas, pra mim o grande lance foram os cabelos, liso e comprido (forma que detesto em mim) e dei um up nos cachos que tanto amo do Rica.



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