15 06
Cultura / Viagem

Rodin, d’Orsay e Champs Élysée | #DiERicaEmParis

Por Diana Monteiro

A ansiedade e excitação era tanta de estar em Paris que demorei um bom tempo pra conseguir dormir. Tanto que não acreditei quando ouvi o despertador tocar. Mesmo muito cansada era impossível ficar de mau humor no segundo dia (oficialmente primeiro) de viagem.

Fiz surpresa pro Rica e na noite anterior pedi um café da manhã. Estava no banheiro me maquiando quando bateram na porta às 8h. A fome era tanta que fui correndo comer. Confesso que minha esoclha não foi uma das melhores, pois não como carne de porco, mas com pãozinho, manteiga produzida no interior da França, geleia, um queijo absurdo de bom, suce de grapefruit e chocolate quente não tem como reclamar, não é mesmo? Lanchamos com calma, ouvimos música e terminamos de organizar o roteiro do dia.

A primeira parada do dia foi o Museu Rodin. Tinha muita vontade de conhecer e, além de ultrapassar minhas expectativas, foi uma ótima decisão começar oficialmente os passeios culturas da viagem por ele. O museu possui uma grande parte ao ar livre e ao chegar lá, você tem duas opções: conhecer tudo ou simplesmente pagar mais barato pra passear nos jardins. Escolhemos o pacote completo e não nos arrependemos.

Infelizmente tive um contratempo: quando fui configurar minha câmera no timer pra fazer uma foto minha e do Rica, sem querer mudei a qualidade das fotos e em vez de deixar raw, não sei porque selecionei jpeg em baixa. Ou seja. A partir de determinada hora no Museu do Rodin só tive fotos em baixa qualidade. Passei o resto do dia fotografando tudo, porém sem perceber a configuração errada, até o dia seguinte… Mas tudo bem, filmamos bastante! \o/ E outra, tenho tudo na memória!

Gostamos tanto do museu que ficamos mais de três horas vendo tudo! O Pensador, a Porta do Inferno, As Três Sombras e todas as artes, obras e esculturas do August Rodin. Incrível!

De lá fomos pro d’Orsay e no caminho vimos a Basilique Ste Clotilde. Depois de curtir um pouquinho a praça em frente à igreja, seguimos pra próxima parada. Com fome e receosa pelo curto horário pra fazer tudo, decidimos comer e fomos ao Le Restaurant, que fica no segundo andar do d’Orsay.

Resolvi apostar num almoço temático e escolhi cogumelos! De entrada, a sopa mais deliciosa que já comi na vida, feita com leites de amêndoas, cogumelos, temperos que não faço ideia quais são… hahaha E de prato principal, um risoto com mix de cogumelos ao vinho tinto, folhas e uns crocantinhos, que também não faço ideia do que eram. Só sei que estava tudo muito gostoso.

Pra mim o Museu d’Orsay é o mais bonito de Paris. Ele é amplo, iluminado, lindo e te faz voltar no tempo pelas instalações vintage, que serviram pra nutrir a cidade no início do século XX, já que ali era uma estação de trem.

De lá pegamos um uber e fomos pro topo da Champs Élysée, lá no Arco do Triunfo. Fizemos a clássica foto, passeamos pela nostálgica rua. Por fim, fomos pra Saint Germain, jantamos um crepe delicioso e voltamos pro hotel descansar.

Pra ver o vlog do nosso segundo dia por lá, é só clicar play, curtir e assinar o canal!

Continua…

04 06
Décor

Anthropologie | Decor retrô para Living Room

Por Diana Monteiro

Achar móveis e objetos com ares vintage/novelty não é uma tarefa fácil aqui no Brasil. Vejo muito móvel caricaturado por aí e por mais que tenhamos a Tok Stok, Westwing e a Etna como grandes referências, ainda sou carente de mais opções. Veja bem, adoro todas as 3 lojas e aqui em casa 80% da decor é da Tok Stok, mas sempre me derreto quando quando vejo na gringa.

Navegando pelo Pinterest (aproveita pra me seguir por lá) achei um poltrona-desejo incrível e quando cliquei pra ver de onde era, me deparei mais uma vez com o site da loja que sou apaixonada, a Anthropologie. Quando vi a coleção nova de decoração, me vi com dor na bochecha, de tanto que tava sorrindo. Isso porque as opções de móveis com referências 60s, escandinava retrô, art deco e novelty são diversas. Gostei tanto que resolvi fazer um post mostrando meus favoritos pra colar num living room:

A maioria dos móveis do site são feitos por encomenda, às vezes levando mais de um mês na produção. Fato que se eu morasse fora montaria a casa dos sonhos com tudo deles. Como não pensar no aparador de cima na sua sala de estar? A forma artística cumpriu bem a função literal no móvel de madeira artesanal – com troncos de árvores aninhadas esculpidos. É como se tivéssemos uma floresta dentro de casa, lindo!

Convenhamos que as cores das paredes foram escolhidas de forma que viajemos no tempo, né? Tão retrô e atemporal, como se tivéssemos mergulhado no universo do Wes Anderson. Nessa mesa de centro, unção, forma e flores em conjunto, mostrando que a primavera pode e precisa ser tema de um ambiente durante o ano todo. Com pétalas de mármore e emolduradas em hastes de bronze polido, me remete à década de 1960, onde padronagens de margaridas e flores similares faziam sucesso entre os apaixonados por interiores.

Acho que determinados objetos que abusam da técnica do matelassê ficam muito nostálgicos. É o caso desse sofá mostarda, quase como um canto alemão, com a diferença dos materiais e referências. As pernas são de latão fundido no estilo 50s/60s, trazendo aquela modernidade retro que tanto gosto. Como devem ter percebido, adoro veludo, acho que é um material perfeito pra ser usado em sofás e poltronas, te abraça!

Starburst é um dos grandes símbolos da década de 1960, detesto repetir a mesma coisa mas preciso dizer que sou viciada em tudo que tem essa estrela icônica. Obviamente essa mesinha redonda não poderia ser diferente. De madeira com tampo de mármore, o starburst na cor dourada preenche o centro do tampo, criando uma geometria inspiradora. Amor à primeira vista.

Por mais que o mármore (é o tampo do móvel acima) esteja em pelo menos 5 peças de cada loja de decor do mundo, pela tendência minimalista e escandinava, é interessante perceber que ela pode ser inserida em lugares fora do comum. Como o caso desse buffet, que mescla o estilo de 1960 com o movimento art déco. Espelhado, com quinas arredondadas, exala sofisticação, ainda mais se o cômodo tiver madeira, pra se destacar de forma harmoniosa.

Apelidaria esa poltrona de Almodóvar, pelo simples fato de me remeter ao universo kitsch. Ousar na escolha de cores e padronagens é algo que sempre fez refletir e só de um tempo pra cá que finalmente resolvi aplicar no meu trabalho. O fundo dessa estampa floral é mint, o que cria aquele ar nostálgico que vemos muito Mad Men. Como não gostar?

Depois de ler a descrição da mesa no site, não pensei duas vezes! Faria posts com receitas de drinks semanalmente com ela caso tivesse. Um pavão que orgulhosamente mostra sua plumagem, pronto para mostrar velas, cocktails e revistas. Um charme!

Originalmente construída para bloquear o frio na era colonial, essa poltrona teria um ótimo conteúdo histórico na sala. De veludo em rosa quartz e com estrutura de lado, é ideal para cantos, ainda mais se no tiver uma lareira. Os pés de garra em madeira dão o toque especial à peça, né?

E por último, a mesinha de centro com inspiração op art, ao meu ver. Estética minimalista com a clássica combinação bicolor, super moderna!

03 06
Gastronomia

O Primeiro Bistrô Browne

Por Diana Monteiro

Ontem o Rica resolveu chamar quatro amigos pra fazer um jantar e, como uma grande amante de temas e produção, criei o nome #BistroBrowne. Pra quem ainda não sabe, o sobrenome do Rica é Browne (não é a mesma nomenclatura da sobremesa brownie, só pra ficar claro… rs) e achei legal criar um nome pra esse ‘evento’ aqui em casa, que estamos querendo fazer mensalmente.

Dessa forma poderemos chamar outros amigos, papear, passar um tempo com eles, jogar, beber um vinho e claro, comer as delícias que o Rica fizer. Ser casada com um chef tem lá suas vantagens e embora ele trabalhe demais, sempre tem algo diferente e especial na geladeira… rs.

Quem me segue no Instagram viu que postei o processo do jantar no stories, desde a mise en place até finalização dos pratos. Mas como só duram 24 horas, resolvi tirar algumas fotos pra mostrar com detalhes o menu da noite.

Sou viciada em programas de gastronomia e sigo diversos canais no youtube do assunto, e confesso que gostaria de botar mais minha mão na massa. Mas como o Rica tem o ritmo dele, acabo atrapalhando… kkkkk. Ele pede pra eu cortar a cebola e eu juro, acredito que to indo até rápido, mas quando percebo ele já fez 15 coisas nesse meio tempo. Então prefiro só fotografar e ficar do lado, pra caso ele precise que eu pegue algo.

Pra criar um clima de bistrô, achei legal montar uma mesa simples e intimista, do estilo que vivenciamos na nossa viagem à França. Meia luz, velas na mesa, toalha de linho com ares vintage e, pra dar um charminho, fiz identificadores com os nomes dos convidados. Assim todos saberiam onde se sentar e criaria aquele sentimento de aconchego, que abraça.

De entrada o Rica escolheu fazer uma salada. Sou suspeita pra falar sobre ela pois adoro comida agridoce e inserir frutas em pratos. Alfaces variadas, rúcula, tomate sweet grape confitado, abobrinha grelhada, morango e lascas de grana padano, tudo arrematado com o vinagre de laranja da Maille, que trouxemos de viagem. Uma deliciosa explosão de sabores.

O prato principal não foi diferente e a escolha dos ingredientes foi um grande sucesso. Arroz de pato, pimentão vermelho assado, cebola roxa, alho, nirá (amo), ceboulete, salsa, gergelim branco e linguiça fina defumada. A carne foi cozida com mirepoix + bouquet garni, depois com um pau de canela e vinho tinto seco.

A sobremesa foi o meu ponto mais alto, porque né, sou uma mulher de doces. hahaha Como não vibrar e comer apertando os olhos uma mousse de coco com textura (pelo coco fresco ralado dentro) com coulis de frutas vermelhas (framboesa, cereja e amora)?

Tudo isso acompanhado de vinho tinto e o mais gostoso da noite na minha opinião, o rosé que trouxemos de Chenonceau . Gostei tanto da noite que já comecei as minhas listinhas de convidados pros próximos.

31 05
Looks / Moda

Poá no outono!

Por Diana Monteiro

E não é que o outono veio com tudo? Quem tá amando o frio delicioso que tá rolando levando a mão! \o/ E outra, existe felicidade melhor do que usar meias com sapatos e não suar? Época de tirar todos os sweaters e meias do fundo do armário e botar pra jogo! Por isso o look novo não poderia ser outro.

Sou do tipo de pessoa que usa a roupa até se desfazer… quando gosto muito de uma peça então, uso até não conseguir mais! rs Tenho esse vestido de poá da Zara por pelo menos 5 anos e lembro que paguei R$39,99 em uma liqui.

Adoro a cor dele que, dependendo da luz, varia entre o vinho e o marrom. Acho tão outonal! Carrega aquela nostalgia que a paleta de cor vintage da estação propaga, sabe? A moda é livre e uma excelente forma de nos expressarmos, e como praticamente tudo na minha vida tem uma história ou um tema, meus looks não poderiam seriam diferentes. Gosto do fato dele ser curto e ter mangas 3/4, pois mostra exatamente pro que veio, sempre uso ele nessa época!

Além da marcação abaixo do busto, o vestido tem a golinha arredondada em um discreto estilo peter pan e botões centralizados, elementos que adoro apostar! Afinal, acredito que os detalhes de uma determinada peça são primordiais pra quem adora o universo vintage.

Não sei vocês mas esse look não tem um q de aventureira? Pode ser a combinação das peças que me faz lembrar um pouco dos uniformes das escoteiras ou os looks teens do final da década de 1960, que adoro.

A mochila foi um grande achado! Comprei na Renner pra usar na viagem (clica aqui pra ver a série que tá rolando aqui no blog e no canal) e desde então não paro de usar. De couro ecológico, prática, do tamanho ideal pra levar em dia de produção e atemporal. As ferragens douradas dão um up, o que ajuda muito se usada com um look chic.

Meias até o joelho porque a felicidade está reinando por aqui… Amo o acessório e tenho uma vasta coleção. Escolhi uma canelada na cor off white pra contrastar com a estampa e criar um mood mais despojado, ‘de campo’.

E nos pés, meu coturno da Imporium, fiel companheiro. Preto, com fivelas na lateral e um ótimo saltinho, que ajuda a não forçar o calcanhar, deixando o ‘pisar’ confortável e pronto pra aguentar qualquer tranco! Enfim, o look super Di e a cara da estação!

Abaixo, minhas inspirações:

1 – Audrey em Paris em 1957, usando um vestido lindo de poá
2 – Um ad da década de 1940 de coturnos e botas femininas
3 – Clique de 1945, quando as mulheres foram pra rua trabalhar durante a guerra
4 – Jovens em 1969 usando meias 3/4

 

<3

29 05
Cultura / Viagem

Chegando na Cidade Luz | #DiERicaEmParis

Por Diana Monteiro

Abril foi um mês mais que especial pra mim. Realizei o sonho de viajar pra França com o Rica e vivemos intensamente a vida dos parisienses por duas semanas e pouco. Depois de tudo o que passamos nos últimos anos, poder realizar isso está além do que posso expressar. Depois do projeto #11AnosDiRica, era hora de criar um novo, por isso nasceu a série #DiERicaEmParis! Além de posts aqui no blog, to editando vários vlogs e vídeos da cidade luz e arredores pro canal do blog (aproveita pra se inscrever). Vamos lá!

Trabalhei até 1 hora antes de embarcar. Conseguir deixar tudo aprovado e feito pra poder curtir as férias foi um desafio e tanto. Por isso, viajei praticamente virada. Mas como estava muito feliz, sorrindo de orelha a orelha, só fui sentir esse cansaço no dia seguinte, quando já estava em Paris. Não curto muito avião e só de pensar no fato de ficar 12 horas direto voando fiquei com calafrios. Por sorte, essa vez foi muito mais tranquila do que a primeira que fui pra lá, em 2012. Comi tudo o que tinham e ofereciam, vi mais de cinco filmes, séries e fiquei conversando com a sueca que sentou do nosso lado. Fomos de Airfrance e, além do atendimento da equipe de bordo, gostei bastante do menu, que normalmente não é lá aquelas coisas…

Nem acreditei quando ouvi a atendente da imigração dizer ‘Bienvenue à Paris’, carimbando meu passaporte. Eu estava lá, mais uma vez louca pra sentir o cheiro peculiar vintage da cidade, ver as nostálgicas cores e sentir aquela explosão de sabores, e tudo isso ao lado da minha pessoa favorita. < 3

Contratamos a empresa França Entre Amigos, composta por brasileiros, que possui diversos serviços, como roteiros personalizados e translados. Fomos recebidos pela Erika, que estava nos esperando no gate de desembarque com a plaquinha com meu nome. Eu simplesmente amei o atendimento e a Erika, não poderia estar mais feliz com a nossa chegada. Todos os carros da empresa são ótimos, andamos em um Monospace Peugeot 5008, o que foi ótimo já que estávamos com duas malas cada um e iríamos voltar com três cada. Nó video abaixo eu falo mais sobre o serviço. Falarei deles em outros posts e vídeos, já que gostamos tanto e acabamos contratando eles outros dias.

Chegamos no hotel e fui deitar depois do banho, pois estava a dois dias sem dormir (apenas com cochilos rápidos). Três horas depois nos arrumamos e fomos direto pra Paris City Vision à pé, pra comprar logo os passeios que queríamos fazer fora da cidade e os ingressos dos museus, assim não perderíamos tempo nas filas. Queria muito que o Rica tivesse a mesma visão de Paris que tive quando fui a primeira vez, atravessando o Rio Sena, passando pelo Louvre até a Rue de Rivoli… Fiz as fotos ‘ridículas’ (como diz a Mirella, do canal Travel and Share, que adoramos) na frente da pirâmide, ouvimos músicos locais e seguimos.

 

Ficamos hospedados no Hotel Des Grands Hommes, na Place du Pantheon, então tínhamos que andar um bocado por lá, o que foi ótimo! Em breve, vídeo do tour do quarto.

Depois voltamos em direção ao hotel, mas fomos por dentro do Quartier Latin, pois estávamos famintos e fracos, e tava querendo levar o Rica no La Citrouille, primeiro restaurante que tinha ido anos atrás. Pedimos o cardápio formule, que inclui entrada, prato principal e sobremesa. A maioria dos bistrôs e restaurantes do bairro são assim, tanto do lado direito e esquerdo da Saint Michel.

De lá fomos pra patisserie Un Dimanche à Paris e escolhemos dois doces: um ecláir du chocolat e um Paris-Brest de notre. Preferimos comer no hotel pra degustar melhor e sem pressa, mesmo porque tínhamos comido tão bem no bistrô, que precisávamos esperar um pouco… rs! Voltamos caminhando pro hotel, vendo região e lojinhas, embora já tivessem fechadas. Depois de arrumarmos as roupas no armário e cômoda, organizamos os tickets, o roteiro e capotamos na cama.

Pra ver o vlog do nosso primeiro dia por lá, é só clicar play, curtir e assinar o canal!

Continua…

@maisondadi no instagram