07 09
Looks / Moda

Lady like MOD

Por Diana Monteiro

Esse vestido foi um achado! Estava atrás de um para o casamento da Julia e, ao entrar na C&A para ver uma meia que queria, achei esse de poá por apenas R$59,90! Corri para o provador e depois para o caixa. Ele estava ‘perdido’ na arara de promoção. Já usei no casamento, em aniversário e até para uma reunião!

meia calça mostarda 60s - maisondadi

Com pegada retrô, modelagem lady like, estampa discreta de poá e super confortável! Como no dia que usei esse look estava frio, escolhi uma meia-calça mostarda 60s MOD da Forever 21 e um oxford de glitter preto.

oxford-glitter-preto-maisondadi

Sou viciada nesse tipo de sapato, é ótimo para andar por todo canto e acho que acrescenta um charme especial ao look, que no caso está bem girlie. Adoro mixar peças e criar high-lows assim. Esse é da Via Mia.

look do dia - retro - maisondadi

Sem manga e sem decoe, o vestido de algodão texturizado é uma ótima opção para reuniões (pelo menos pra mim), pois não chama tanta atenção, é prático e ainda combina com casacões!

look 50s - maisondadi

O que foi o caso por aqui. Escolhi um sobretudo preto (da H&M) bem básico, e que também é ótimo para dias de chuvas, pelo seu material. Com ele fechado, o look fica liso, criando uma produção neutra, mesmo tendo o tom quente da meia.

makeup-50s-maisondadi

No cabelo, um penteado que sempre faço, bem descomplicado. Divido o cabelo no meio e faço um coque baixo atrás. Prendo a franja na lateral com grampos e voilá! Eu adoro os fios rebeldes em determinados casos, o messy hair sempre me cativou. Claro que tem dias que prefiro penteados mais coesos e certinhos, mas como acredito que os looks são criados em cima de moods, hoje optei pelos fios soltinhos.

Fotos: Erika Pozzan
Styling e produção: eu

Abaixo, as referências:

inspiracoes-vintage-maisondadi

1 – Vestido de poá da década de 1950
2 – Ad de trench coats de 1943
3 – Catálogo de moda de 1969
4 – Jessica Paré no tapete vermelho

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04 09
Arte / Cultura

Mondrian e o Movimento de Stijl

Por Diana Monteiro

Depois de Inhotim, eu e Rica ainda estávamos no clima de fazer passeios culturais e aproveitamos para ir no Circuito da Liberdade, em BH. Trata-se do maior conjunto integrado de cultura do Brasil. Os antigos prédios públicos passaram por transformações e viraram espaços interativos. Em busca de espelhar a diversidade, o circuito conta com acervos históricos, artísticos e temáticos; centros culturais interativos; biblioteca e espaços para oficinas, cursos e ateliês abertos; além de planetário, cafeterias, restaurantes e lojas. Tudo isso ao redor da Praça da Liberdade.

mapa do circuito cultural da liberdade - maisondadi

Nós já tínhamos ido em 2012, mas como o CCBB e a Casa Fiat recebem diversas exposições, fomos ver o que estava em cartaz. E para a minha surpresa, um dos meus artistas favoritos estava na Casa de Cultura com a exposição Mondrian e o movimento de Stijl, que é a mais completa exposição sobre esse incrível legado realizada na América Latina. Ou seja, programa imperdível!

mondrian-exposicao-maisondadi

exposicao-mondrian-maisondadi

mondrian composicao II - exposicao - maisondadi

Logo na entrada, além de um espaço interativo virtual, você também pode se inserir na obra Composição II. É só colocar o celular no local indicado para que a câmera capture as cores primárias da obra, com você dentro! Depois de 300 cliques, conseguimos um legal. Obrigada, amor! hahaha

piet mondrian - maisondadi

piet mondrian autorretrato

Como eu amo exposições! Sempre saio mais informada e inspirada! O prazer é o mesmo de quando saio pra comer, não tem nada melhor! E o legal dessa exposição é que ela possibilita percorrer por todo o trabalho de Piet Mondrian e a turma da revista holandesa De Stijl, que foi o meio de divulgação escolhido pelos participantes do movimento, para apresentar os princípios dessa arte.

mondrian rica

cubismo arte

mondrian arte

Pelas suas obras iniciais, podemos perceber que Mondrian sofreu grande influência dos pintores pós-impressionistas Van Goh e Paul Cézanne e o do cubista Picasso. Com paletas em tons pastel e claras, começou a criar uma abordagem sistemática, lá pelo ano de 1911, muito presente também nas obras posteriores.

movimento de stijl belo horizonte

movimento de stijl e mondrian

mondrian-arte-exposicao

A De Stjl foi fundada no ano de 1917 como revista, pelo escritor, poeta e crítico de arte Theo van Doesburg, depois se tornou um movimento de arte e terminou como uma ideia que se infiltrou na própria cultura moderna, sendo a mais importante do século XX. Foi aí que desenvolveu-se uma rede, com a parceria de diversos profissionais, entre eles artistas, arquitetos e designers.

arquitetura cubista

movimento de stijl exposiçao

O potencial radical da arte e da arquitetura anunciava uma sociedade futura e aberta a mudanças. As pinturas abstratas de Mondrian representavam um modelo da nova consciência. Ao contrário do Bauhaus, os artistas da De Stijl não iam atrás de padronização, estavam destinados a encontrar soluções desafiadoras. E não é que conseguiram?

mondrian classic

mondrian classico

Vale falar que, se você não gosta de ambientes coloridos, está lascado! Isso porque, para conversar com as obras e as escolhas das cores usadas, diversos ambientes foram pintados. Muita saturação nas paredes de cores amarelas, azuis, laranjas e vermelhas. Eu, como uma boa color addict, não poderia ter ficado mais feliz. Amei!

Serviço
CCBB – Mondrian e o movimento De Stijl
Praça da Liberdade, 450 – Funcionários
Belo Horizonte – MG (31) 3431-9400
Quarta a segunda das 9h às 21 horas
ccbbbh@bb.com.br

28 08
Looks / Moda

All aboard!

Por Diana Monteiro

É com muita tristeza que me de despeço aos poucos do inverno, minha temporada favorita. Enquanto a primavera não chega, estou abusando de peças quentes… Quando o tempo dá chance, claro! Para o look de hoje, charme londrino com pegada punk e referências vintage.

look of the day - london - maisondadi

Como uma apaixonada pelo estilo náutico, não poderia apostar em outra combinação! Marinho e vermelho em um look fica tão lindo!

tantan pantyhose - maisondadi

Adoro padronagens antigas e o tartan não é exceção! Quando achei essa meia-calça há 7 anos, mal sabia que ela iria durar, fazendo parte das minhas mais diversas produções. Pra essa, apostei no punk da Vivianne Westwood, do final da década de 1970 e início dos 80.

look londrino - maisondadi

E já que os anos 80 marcaram presença, por que não seguir usando um coturno que ficou extremamente popular entre os diferentões da década? Por mais que a bota tenha a modelagem dos modelos da marca alemã Dr.Martens, nascida lá na década de 40, o modelo se popularizou entre os punks, fazendo sucesso até hoje nos pés dos alternativos de plantão. Amo! Combinada com o xadrez, então… puro amor!

look do dia - maisondadi

O sobretudo navy é um dos meus xodós, achado da Zara com preço imperdível, de uns 3 anos atrás. Adoro a modelagem e além de ser quentinho, ainda tem detalhes e botões dourados, criando um charme encantador. Um look high low, exatamente do jeitinho que gosto!

Fotos: Erika Pozzan

Abaixo, as referências:

referencias look navy

1 – Sobretudo navy blue Givenchy que Audrey usou na década e 1960
2 – Meias-calças tartan da década de 1970
3 – Ad vintade da Dr.Martens

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25 08
Beleza

Os Nudes da Risqué

Por Diana Monteiro

Sempre rio quando lembro de alguns gostos antigos. Sejam pra alimentação, filmes, livros, roupas, decoração e cores de esmaltes. A verdade é que eu acho tão incrível transitar pelos mais diferentes estilos, pois vão de acordo com o momento que estamos passando. Acho que a nova fase só está me proporcionando pontos positivos! Além de desapegar de várias coisas, estou preferindo tons mais sóbrios nas unhas (embora não abdique dos vermelhos, rosados e laranjas), roupas mais lisas (por mais que perfume vintage não saia de mim) e decoração minimalista.

coleção nudes risque - maisondadi swatches

Sei que estou um pouco atrasada em relação ao lançamento dessas cores, mas como o importante pra mim é ter conseguido elas, que já estou usando sem parar, cá estou com eu com esse post de beleza! Não falei coleção, pois elas não fazem parte de uma, mas foram lançadas como ‘Novos Nudes Risqué’. E por mais que façam parte do outono/inverno, acho as cores atemporais, combinando com todas as estações.

esmaltes nudes risque

O legal é que essas cores não sairão de linha, o que acontece sempre com as sazonais. Inspiradas nas pérolas, as cores agradam de forma inspiradora e por mais que ‘se pareçam’ se colocados todas juntas, elas são muito diferentes quando vemos nas unhas. São democráticas, sóbrias e encantadoras.

DOCE PÉROLA

swatches esmalte doce perola - risque - maisondadi

swatches esmalte doce perola - risque nudes - maisondadi

Como adoro a criatividade dos nomes! O Doce Pérola é um cinza claro com leve rosado, em tom frio. Mesmo sendo cremoso, sugiro passar duas camadas para a cobertura ficar perfeita! A cor é super básica e combina com todas as minhas roupas, funciona como um bege pra mim, amei!

GOTA DOS ANJOS

swatches esmalte gota dos anjos - risque nudes - maisondadi

swatches esmalte gota dos anjos - risque - maisondadi

O Gota dos Anjos é a única cor metálica, repleto de mini flakes. Um brilho sutil, porém inspirador. Esse é bem neutro, bege, sem fundo amarelado e rosado. Nem preciso falar o quanto adorei, né? Textura lisa e com ótima durabilidade!

GRÃO DE ARROZ

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swatches esmalte grao de arroz - risque nudes - maisondadi

Como não suspirar do Grão de Arroz? Ainda mais quando é tom é aquele warm aconchegante. Ele tem fundo amarelado, mas não daqueles que sobressaem, sabe? Ótima cobertura! Por ser mais escuro que meu tom de pele, gostei mais ainda.

JOIA DAS ÁGUAS

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swatches esmalte joia das aguas - nudes risque - maisondadi

Sabe aquelas cores que você adora mas não consegue descrever? Pois bem, pra mim a Joia das Águas é assim. Isso porque, dependendo da luz, consigo ver um tom cinza e às vezes um tom marrom. Achei ótimo ter um tom diferente e discreto.

 

LÁGRIMAS DE VÊNUS

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E por último, o Lágrima de Vênus, que foi a minha maior surpresa. Isso porque eu não gosto de lilás e tons frios. Quando vi na embalagem, fiquei cismada mas resolvi testar mesmo assim. E não é que adorei? Acho que o fundo acinzentado ajudou!

Até agora, escolher o favorito é uma tarefa bem difícil.

 

23 08
Arte / Cultura / Viagem

Inhotim: Magic Square

Por Diana Monteiro

Como falei nesse post aqui, em julho fui passar uns dias em Minas Gerais. E achei legal voltar a Inhotim, para rever as instalações com outros olhares, além de conhecer a parte que não consegui na última vez, lá em 2011. A verdade é que conhecer Inhotim em um dia é uma tarefa impossível. O ideal é ir dois dias para curtir tudo com calma. Mas como já tínhamos ido antes, resolvemos fazer em um mesmo.

Magic Square - oiticica - maisondadi - inhotim

Como estávamos em Belo Horizonte, fomos na loja do Inhotim da cidade, que fica no bairro Funcionários, e compramos passagem para o dia seguinte de van. O Instituto Inhotim fica em Brumadinho, cerca de 60km de BH. E, para a nossa surpresa, quando chegamos no ponto de encontro, vimos que não era uma van que ia nos levar e sim um micro ônibus. Muito mais conforto!

inhotim brumadinho - maisondadi

Chegamos 30 minutos depois de aberto e tratamos de entrar na fila para para compramos os ingressos. Não sei vocês, mas acho de extrema importância comprar o carrinho também. Dessa forma você consegue transitar com mais rapidez entre as instalações, principalmente as que ficam em colinas ou exigem estradinhas de terra mais íngrimes. Cansa muito, mas vale muito a pena. E o carrinho ajuda na motivação.

cores inhotim - maisondadi

inhotim oiticica - maisondadi

Como eu e Rica nos empolgamos e tiramos milhões de fotos, achei legal dividir as obras (pelo menos as minhas favoritas) em posts, e hoje falarei exclusivamente da Magic Square, instalação do Hélio Oiticica, de 1977. Ela faz parte de um grupo de seis trabalhos que se articulam em torno da praça e do quadrado, já que em inglês a palavra “square” tem os dois significados. São propostas de edificações ao ar livre, que o Oiticica não chegou a executar em vida, mas foram seguidas à risca, e feitas a partir das instruções minuciosamente anotadas por ele em textos, plantas, desenhos técnicos, diagramas, maquetes e amostras.

cores - magic square - maisondadi

magic square oiticica - maisondadi

Com base no quadrado, a instalação cria grandes áreas de permanência, em um universo de convívio com a forma, cores e materiais. Mesmo que construída postumamente, a instalação constitui uma maneira coerente de fazer jus ao legado de Oiticica, mantendo viva sua proposta entre arte e vida.

museu arte ao ar livre inhotim - maisondadi

magic square oiticica inhotim - maisondadi

Agora vamos para a minha visão. Afinal, a arte é subjetiva e, por mais que tenha referências e intuitos, cada um interpreta à sua maneira. Assim como a música, as cores me transmitem sentimentos. E, ao estar diante das grandes paredes e formas, me senti de diversas maneiras.

inhotim 360 graus - magic square - maisondadi

Tanto as cores quentes quanto as frias, por mais vivacidade que tenham, me fazem ficar feliz, agitada, triste, pensativa e nostálgica. E o que mais achei curioso é que percebi isso quando revi as fotos que pedi pro Rica tirar de mim, em frente a todas as paredes. Cada cor, um sentimento.

instalação magic square

Sendo assim, posso falar que o Magic Square é a minha mente, que transita pelos meus mais moods. Lindo, confuso e instigante.

Fotos: Eu e Rica
Exceto a primeira, que peguei do site oficial do Inhotim.

Serviço:
R. B, 20 – Centro, Brumadinho – MG
(31) 3571-9700
http://www.inhotim.org.br

@maisondadi no instagram