20 03
#11AnosDiRica / Looks / Moda

Love 90s | #11ANOSDIRICA

Por Diana Monteiro

Já estamos na penúltima produção da série #11AnosDiRica! Passou tão rápido… apenas mais uma pra encerrarmos! Mas nada de sofrer por antecedência, não é mesmo? Vamos curtir os looks de hoje. A inspiração está super em alta atualmente e embora não goste de seguir tendências à risca, confesso que estou amando essa, pois fico muito nostálgica lembrando da minha adolescência.

Sim, estou falando da década de 1990! Tanto eu quanto o Rica temos uma grande fascinação por essa época! Afinal, vivemos ela de forma intensa e das lembranças que temos, a grande maioria é boa! Por mais que estejamos juntos há 11 anos, conversamos muito sobre nossas inspirações, o que levamos com a gente e o que ajudou a formar as pessoas que somos hoje em dia. E alguns anos da década foram mais que importantes pro nosso desenvolvimento.

História:
Já que alguns amigos iriam vir aqui em casa pra ver o MTV Music Awards, resolvemos ver quais CDs que iríamos colocar no som pra alegrar a reunião. Felizmente, por termos gostos parecidos, a maioria das escolhas partiu dos dois lados, mas precisava inserir umas músicas a mais, e as da Alanis, ao meu ver, eram perfeitas pra arrematar a listinha!

Foi aí que o pager do Rica começou a tremer e vimos uma mensagem da nossa amiga, perguntando se poderia levar mais três amigos. Como amamos receber gente em casa, servir coisinhas pra comer e fazer bagunça, concordamos na hora! Fui correndo pegar o telefone de casa pra ligar pra ela e confirmar.

Foi só eu sair por alguns minutos da sala que o Rica correu pra tocar a nossa bateria eletrônica. Ele estava tentando por dias aprender o som novo do Garbage. Aproveitei pra ir pro quarto e ouvir mais um pouco do CD das Spices, até então estava praticamente impossível escolher a música favorita do álbum.

Sempre achei que a girlband tinha algo de diferente do pop que eu ouvia na época e não entendia de fato o que poderia ser. Por sermos condicionadas a seguir padrões machistas, ainda mais sendo muito nova e sem informação gratuita e de fácil acesso, como temos hoje em dia com a internet e movimentos ao redor do mundo, ficava difícil pensar fora da caixinha. Na verdade pensar não era o problema e sim ter a coragem de seguir adiante com determinada escolha social. Atualmente vejo como as Spice Girls foram importantes na minha vida, amo até hoje. Girl Power!

O interfone tocou mas como estava muito ocupada nos meus pensamentos e viajando nas músicas, berrei pro Rica atender. Depois de alguns minutos, ouvi ele me chamando. Enrolei por alguns minutos, pela preguiça que tomava conta de mim e acabei indo…

Cheguei lá e vi que já tinha guardado a bateria e tava guardando as baquetas e ali na mesa tinha uma caixinha nova… Curiosa do jeito que sou, corri pra ver o que era, mas Rica foi mais rápido e escondeu de mim, pois ele que queria dar a boa notícia!

– Sei que já viu que são CDs, adivinha quais são?
Tinha pedido tantos naquela semana que com apenas três chances seria bem difícil acertar, mas hiperativa, saí falando um nome atrás do outro!

Não acertei nenhum, mas fiquei extasiada quando descobri que era o novo do Savage Garden e o novo do Silverchair! Mas álbuns pra inserir na lista da festinha pra ver a premiação na TV, uhulll \o/

Foram tantas informações e referências sobre essa época que tive que pensar em detalhes que pudessem remeter a alguns personagens e pessoas que gostássemos. Escolhi pra mim um look mais street, meio tomboy pra época, que eu amava usar: cropped, calça jeans rasgada e casaco amarrado na cintura. Mas com  um diferencial, eu sempre escolhi os mais coloridos e diferentões e claro que o dos Simpsons não poderia ficar de fora. Nos pés, meia com sandália flatform.

Pro Rica, tentei me inspirar no estilo incrível do Will Smith que usa em Fresh Prince of Belair. Claro que não foi fácil, pois o styling dele era muito além do que tínhamos em nossos armários. Aí aproveitei pra inserir um pouco da pegada pop de algumas das boybands da época, com a bandana.

Como misturávamos acessórios nessa década. Amava essa liberdade e esse excesso!

Assim conseguimos montar os looks e o mais legal e que eu uso o meu no dia a dia. Tirando a bandana, pelo calor excessivo que cria com a cabeleira cacheada linda do Rica, acho que ele dispensaria a bandana. Mas os looks são tão a gente, que nem parece que pensamos muito pra montar essa produção noventista. É aquilo que sempre falo aqui: se estudarmos e analisarmos bem, veremos que temos pelo menos duas peças que remetam uma determinada época.

Pro cabelo escolhi o penteado da Emma, das Spice, eu fazia sempre e achava o máximo! De make, algo bem característico da época: batom marrom, sombra bege com côncavo em tom terroso (nessa foto acima não dá pra ver muito, mas nas outras postadas aqui, dá…) e cílios volumosos, mas naquele estilo “unidos”, sem muita definição de boneca sabe? E claro, unhas pretas!

15 03
Cultura

Things We Love | Livro Kate Spade

Por Diana Monteiro

Depois de meses tentando, consegui criar um cronograma onde estipulo momentos na semana pra ler livros e embora eu ame romances, também gosto muito de livros ilustrados. E o Things We Love, da Kate Spade, não é exceção! A verdade é que esse se tornou um dos meus favoritos… !

Ele é antigo e desde então, a grife já lançou mais 2, também inspiracionais. Mas vamos focar no assunto do post. Por mais que eu ache a capa do livro super divertida, prefiro usar sem a luva, gosto dela mais minimalista, toda rosa com o escrito em dourado.

Esse livro é pros meus olhos como um macaron é para o meu estômago, necessário! rs
Cores brilhantes, padronagens, imagens vintage, referências cinematográficas, tipografias, texturas e colagens pra lá de incríveis. Desde a primeira vez até hoje, sinto instantaneamente uma imensa felicidade quando folheio o livro. O motivo do lançamento foi pra comemorar os 20 anos da marca que, como um ‘arco íris bem posicionado’, mostra de forma simples, direta e lúdica, a construção do branding e do lifestyle da Kate Spade New York

Muito antes do Pinterest existir, a equipe de criação e marketing da Kate (a que se sente a íntima, né?) já fazia seus moodboards e a partir de pesquisas, experiências, fotografias, momentos e cenários da Big Apple, o estilo da grife foi criado. Pra ilustrar tudo isso, o livro foi dividido em 20 capítulos, que representam, de forma resumida, as 20 inspirações de maior relevância pra marca.

Pro post não ficar gigante e cansativo, achei melhor compartilhar os meus favoritos. Vamos lá!

 

THE COLOR RED

“Como cor, o vermelho é dito para incitar um batimento cardíaco mais rápido e induzir a respiração. É a reação que temos quando espionamos, digamos, a cor perfeita de batom. Ele vem em uma caixa de lápis de cor, e a sombra que escolhemos pode ser o vermelho alaranjado perfeito. É um tomate de verão na videira, escolhido a dedo e triturado em um picante bloody mary. É um par de sapatos que acenam instantaneamente aquela canção, “hot hot hot” !!! É poderoso em seu magnetismo, atraindo até mesmo o suas unhas ou uma bolsa de couro elegante (é tão pop)!”

Com essa descrição, vemos o quanto o vermelho é importante pras peças e acessórios. Já percebeu que ela está presente em toda coleção lançada?

NEW YORK, NEW YORK

“Nós  amamos NY. Afinal, está no nosso nome. Como uma marca, estamos constantemente buscando o ponto doce entre os alta sofisticação e os simples street styles. Nós gostamos de pensar em nós mesmos, com aquela sensibilidade de uptown, mas também com um pé em downtown. Um mix de contrastes! Por isso é justo que o nosso lugar favorito partilha a nossa afinidade para esta grande justaposição – e como uma cidade, ninguém faz isso melhor do que New York…”

Todo ‘capítulo’ vem com um resumo, explicando o porque daquele tema ser importante pra construção da história e da cliente Kate Spade, além de várias páginas com infinitas referências.

A SENSE OH HUMOR

Sense of humor é a chave pra tudo o que fazemos. Realmente é o melhor amigo de uma mulher. Em nosso escritório, risadas possuem intervalos regulares e gostamos de pessoas que são se levam tão a sério. Saber brincar é essencial. Amamos criar designs e projetar peças com detalhes engraçados, assim como frases de efeito, além de brincar com o inesperado…”

Sem dúvida alguma é um dos pontos que mais gosto da Kate. Como sempre disse aqui no blog, a moda é feita pra experimentar e pra brincar. Vestir o que queremos, e da forma que desejamos é primordial pra conseguirmos externar nossa personalidade. E, ao meu ver, a marca faz isso com maestria. Não tenho poder aquisitivo pra ter peças das marcas, mas as poucas que tive, usei até gastar. Essa me representa… e muito!

A POP OF COLOR

“A pop of color tem o poder de pontuar um ambiente normal e simples, e pode fazer um gesto muito maior do que um splash superestimado. Pense em um guarda-chuva amarelo em um dia cinza, um vestido vermelho em um mar de ternos escuros ou saltos brilhantes verdes espreitando para fora de debaixo de um par de calças navy…”

Pontos de cor são detalhes que fazem toda diferença em um look sóbrio. Sou bem suspeita pra falar pois faço isso regularmente. Ainda mais agora, que estou numa fase mais minimalista, aposto em produções monocromáticas mas com acessórios de cor. Mal sabiam que anos depois iriam criar a hashtag #livecolorfully, e que seria uma das mais usadas no instagram por amantes de cores

THE CINEMA

“Somos constantemente inspirados pelo espírito do cinema. Nós abraçamos a possibilidade de escapar – mesmo por algumas horas – a uma aventura distante. E as ‘armadilhas’ do cinema são tão encantadoras: aquelas seqüências de títulos iniciais, ambientes bem decorados, indumentária que roubam o espetáculo…”

Como não amar esse capítulo, que tanto me inspirei pros mais diversos trabalhos que produzi? Como uma cinéfila, seria impossível não ter esse como o favorito.

BEAUTIFUL TYPE

“Dependendo da forma e das letras, a tipografia é uma arte. Como uma marca que premia o poder da palavra escrita, acreditamos que a tipografia é tão vital quanto a tinta. Quando tratada corretamente, uma única palavra – a pontuação, mesmo – pode se tornar uma obra-prima em miniatura. E muitas vezes, para a gente, acontece…”

Eu amo tipografia e acredito que uma fonte mal estudada e inserida em determinado trabalho, pode arruinar por completo com um trabalho. Claro, que ao contrário, pode ser o que irá finalizar perfeitamente um projeto. Toda semana procuro novas fontes e estilos pra inserir nos meus jobs e além de livros com esse universo, estou sempre atrás de novidades. E ao meu ver, a Kate Spade faz isso muito bem. Adoro tudo da seção de papelaria deles, assim como os detalhes em seus vídeos.

 

ADVENTURES

“Se é uma atrevida decisão, como pilotar um avião que nunca foi voado antes, ou uma viagem improvisada, como levar a sua sobrinha no bonde para a ilha de Roosevelt, porque ela acha que é um trem vintage, cheio de histórias, não importa! O que vale são as aventuras vividas, que nos lembram que estarmos vivos e que fazem parte da nossa maravilhosa vida.”

A verdade é que, ao meu ver, os destinos não precisam ser grandiosos. Qualquer experiência, se vivida ao máximo, é valida. Viajar é uma das grandes alegrias do mundo. E a Kate faz isso de forma lúdica, nos levando pra vários lugares. Não foi a toa que comecei a traçar um novo projeto, que se conseguir organizar do jeito que pretendo, resultará em novos conteúdos por aqui. #spoileralert

BOOKS

“Julga o livro pela capa? Absolutely. Enquanto nós amamos livros pelos contos, temos que admitir que somos fisgados por um lindo espiral, um título brilhante ou uma capa dura com textura. Gostamos tanto de livros que já fizeram parte de coleções, como clutchs e estampas…”

O poder de um livro é avassalador pois, dependendo da história e da sua imaginação, você consegue fazer parte dele, e viver entre os personagens em questão de minutos. Cultura deliciosa, que pode andar pela moda livremente, como na construção da cliente final.

Agora vem a pergunta, mas por que você gosta tanto desse livro, Di? Por trabalhar anos com marketing, percebi que sou muito carente de marcas e empresas que possuem um universo tão bem construído quanto a Kate Spade e nesse livro, consigo ver todas as referências usadas na grife e me identifico com todas elas, sem exceção. O que é bem raro. Além disso, percebemos que a curadoria das fotos pras montagens dos capítulos exigiram ‘aquela’ pesquisa que respeitamos. E como uma boa amante de história (principalmente da moda e do cinema), só poderia sorrir com ele. Sem falar que já me inspirei em praticamente todas as páginas pras minhas produções, e até pra trabalhos pra fora. É um deleite pra quem ama, sem medo, mergulhar nas mais diversas referências.

13 03
#11AnosDiRica / Looks / Moda

That ’70s Show | #11ANOSDIRICA

Por Diana Monteiro

Além de cinéfila, sou completamente viciada em séries e seriados. Nem sempre acompanho as (os) mais quentes do momento, mas sempre estou vendo as (os) que adoro, além de procurar novidades pelo netflix. E toda semana encontro algo que me cativa.

Mas um sitcom em especial faz o nosso fim de noite (na verdade, a madrugada) mais aconchegante e feliz. E tinha que entrar na série que homenageia os nossos 11 de relacionamento.

That ’70s Show é super nostálgico e como boa apreciadora do universo vintage, seria impossível não gostar. Por mais que tenha sido lançado no final da década de 1990, posso falar que fez parte da minha adolescência com força. Eu esperava ansiosamente toda terça-feira pra ver o episódio novo. Sim, naquela época internet era luxo! rs

Até hoje o seriado me arranca boas risadas e com o tempo, passei a admirar ainda mais a Donna. É impressionante como a gente evolui, né? Feminista, segura do que que deseja pra sua vida, sempre questionando padrões impostos e com aquela sede de falar o que pensa. Como não se inspirar na personagem? Já o Steven Hyde, tem a personalidade que me faz suspirar. Taxado como ‘revoltado’, é um dos mais inteligentes da turma de amigos (Eric também é, embora seja mimado), vivido pra sua idade e extremamente sarcástico. Viver os dois por uma tarde foi uma delícia e embora estivéssemos lutando com a fumaça do cenário, foi muito divertido!

História:
No porão do Eric, mas precisamente às 15:32.
– Nem fale mais comigo!
Após um nova breve discussão, interrompi o assunto com o Rica. O motivo real não é importante, já que a nossa maior diversão é discordar um do outro. Após anos convivendo com essa troca de olhares e tensão, percebi que gostava muito dele, estava apaixonada.

A verdade é que a gente se dá muito bem, mas por termos personalidades fortes e a necessidade de falar o que pensamos, acabamos entrando em atrito. Por mais que seja por alguns minutos, vamos sempre enfatizar o que achamos, independente do que o outro achar. E claro, aquela implicância clássica tem que rolar!

Ficamos mais moles conforme a discussão foi fluindo, pois vemos nos trejeitos o quanto gostamos um do outro. Rica tentou de forma discreta fazer um carinho na perna e eu só de olhei, fazendo questão de não ligar, fingindo que absolutamente nada estava acontecendo. Quando na verdade, estava sorrindo de orelha a orelha, por ter ele na minha vida, mesmo que por enquanto como amigo. E que grande amigo!

Depois de tentar, sem sucesso, uma nova aproximação, Rica foi sentar em cima da máquina de lavar roupa, que também fica no porão, mas antes pegou um picolé no freezer. De lá, fala algo para eu intencionalmente ouvir “fica tão linda brava”. Olhei indignamente pra ele, com aquele olhar  de “me poupe, né” e disse “tenho muito mais a oferecer além desses atributos fúteis”. Ele riu e respondeu “por isso que não consigo ficar longe de você, amo o fato de dizer tudo o que pensa sem papas na língua”.

Rebato que é isso mesmo, mas não resisto e solto um sorriso de canto de boca, revelando o fato de que amo a forma que gosta de ficar perto de mim, sempre respeitando meus ideais e afins, por mais que gostemos de nos perturbar.

Aproveito pra colocar uma música do Zeppelin pra tentar acabar com a tensão. Vejo nitidamente que ele gosta e, quando percebe que não consegue mais esconder, fala em voz baixa “It’s the soundtrack to the revolution man”. Ele me chama pra roda, mas me finjo que não é comigo… rs.

Digo “não” friamente e mais uma vez faço questão de frisar a importância do feminismo. Só farei o que eu realmente quiser (e isso vale pra todas as mulheres do mundo). No fundo, estava contando os segundos pra sentar do lado dele. Obviamente, não resisti, fui logo em seguida, dizendo, “só porque eu quero, ok?”.

Ele que disse que sabia e que se a gente não for à luta, o mundo estará perdido, vamos continuar nesse ciclo machista e limitado. Pra você ver, eles querem acabar com o rock n roll porque eles sabem que nos deixam excitados. Eles estão sempre censurando os mais diversos tipos de arte e a música sofre muito com isso, sabemos das mensagens que passam e pra “eles”, precisamos estar zumbis pra seguir com o fluxo que querem…

Depois disso, minha única vontade era dar um beijo nele. Que felicidade ter alguém que compartilha dos seus ideais, que possui as mesmas lutas e anseios! A partir dali, começamos a namorar. Assumimos nossos sentimentos enrustidos e pensamos, what the hell, vamos ser felizes!

Aproximadamente às 18:45 estávamos assim, rindo, viajando e nos curtindo como nunca! <3

Os looks desssa produção foram até agora, os mais fáceis que produzi, pois minha teoria calhou como nunca. Nós temos, sem perceber, diversas peças que remetem a uma determinada época, personagens, filmes e séries. A vantagem da moda ser cíclica, é que podemos nos transportar pras mais diversas épocas e a partir disso, montar nosso estilo como bem entendermos.

Usei uma calça flare de cintura alta, um dos meus grandes coringas, com uma camisa xadrex flanelada, que tenho há anos. Rica usou uma calça jeans super básica, uma camiseta com estampa de caveira e um casaco. Além das roupas, pra mim o grande lance foram os cabelos, liso e comprido (forma que detesto em mim) e dei um up nos cachos que tanto amo do Rica.

06 03
#11AnosDiRica / Looks / Moda

Twist and Shout | #11ANOSDIRICA

Por Diana Monteiro

A melhor banda de todos os tempos, em um lugar maravilhoso, onde os jovens começavam a se soltar de suas bitolas e mergulhar de fato na música. Como não amar a época dos Beatles, nos anos 60, em Londres? Sou muito feliz e bem resolvida por hoje em dia não seguir padrões e fazer, ouvir, acreditar e sentir o que realmente desejo. E acho que isso se deve ao fato de permitir me inspirar nas mais diversas referências, de diferentes épocas e estilos. Posso estar repetindo o que disse em algum post passado, mas vou sempre frisar isso aqui no blog, pois acho de extrema importância termos isso em mente, e o melhor, fazer acontecer!

Dito isso, vamos ao que interessa! Hoje os looks são inspirados no estilo MOD, subcultura que teve origem em Londres e alcançou seu auge nos primeiros anos da década de 1960. Falar que ama ou é apaixonada por algo é muito normal, e na maioria das vezes, mostra uma carência de vocabulário muito grande. A gente consegue ir além do “lindo” e “amo muito isso”, certo? Sempre quando pesquiso sobre um assunto, tento ao máximo absorver todas as informações, pra ver o que me leva a amar aquilo. No caso desse estilo, posso dizer que as modelagens das roupas, que traz um mix lady like com a ousadia da Mary Quant e das roupas curtas e geométricas, são algumas das principais características. A paleta de cor também me cativa muito, ainda mais quando possui o tom ‘mostarda’ e padronagens com nostálgicos elementos.

História:
Estávamos no ponto esperando o ônibus pra ir pra casa quando o Rica disse que tinha uma surpresa pra mim. Curiosa do jeito que sou, implorei pra ele me contar, mas tive que exercitar minha paciência e esperar chegar. Hunf!

Eu reclamo, mas eu adoro ser surpreendida e no final das contas, achei que ele fez certo em não entregar o ouro. Pois adivinhem o que ganhei? O LP do Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles! Além de duplo, por conter versões de 2 singles, o encarte veio com uma foto de edição limitada, é simplesmente perfeito!

Fui correndo tirar o casaco porque a vontade de dançar enquanto ouvisse o álbum novo foi instantânea! Mal sabia que como um bom capricorniano, Rica tinha que fazer uma introdução, por isso colocou um LP antigo, também do quarteto que tanto amamos! Ficou na sala arrumando o ambiente e tratou de botar a agulha pra funcionar!

Já mais confortáveis, sem os casacos que usamos pra aguentar o frio do outono londrino, fiz ele tirar o vinil pra pelo menos poder escolher a faixa, por que né? Já que que ‘teria’ que ouvir outro primeiro, que fosse ‘Twist and Shout’. hehehe

Enquanto agradecia o presente com uma bitoca, fiquei pensando no quão impressionante é a nossa sintonia, ele sempre sabe o que eu quero ganhar, o que vou gostar. Até então, ele nunca me deu algo que eu não gostasse de verdade. É muito bom ser notada, ainda mais quando alguém que você ama compartilha dos mesmos gostos e ideais que você.

Enquanto o Rica desceu rapidinho pra pegar algo pra gente beber, fiquei viajando ao som de ‘Lucy in the Sky with Diamonds’, dançando como a pessoa mais empolgada do mundo! E de fato, eu era!  \o/

O sorriso de quem sabe me fazer feliz…. Rica Beatle, eu te amo!

27 02
#11AnosDiRica / Looks / Moda

Grease | #11AnosDiRica

Por Diana Monteiro

Se tem um musical que não poderia faltar na série #11AnosDiRica é o Grease!
Vejo desde pequena e adoro, rio toda vez! É um clássico pra quem ama cinema e a categoria. As músicas ‘chiclete’ te prendem, assim como a personalidade do Danny Zuko e dos demais (mas acho a Sandy meio insossa).

O figurino é nostálgico e me faz sorrir de orelha a orelha. Como gosto da estética dessa época! Deve ser pelo fato da grande evolução da moda na década de 1950, ainda mais dos chamados ‘rebeldes sem causa’. Curioso ver como toda década tem sua fase de julgamento dos jovens revolucionários, né? Quando é que a gente vai de fato abraçar a diversidade e parar de julgar tudo?

Mais uma produção-desafio pra mim! Não me refiro as peças dos looks, e sim sobre a falta da luz do dia. Sou uma grande amante de fotos com luz natural e não muito fã de flash. Acredito que porque não possuo ainda o equipamento de iluminação profissional completo pras fotos ficarem bem iluminadas e sem aquele aspecto ‘susto’, sabe? Mas é aquilo, o futuro está logo ali na esquina e enquanto isso, trabalhamos com o que temos. Como adoro passar por obstáculos, fico sempre feliz com o resultado final. Sempre aprendo algo novo!

Nossa foto-poster do filme tão desejada pelo Rica! O início do shooting foi difícil, mas uma vez que encarnamos os personagens, a diversão rolou solta entre as poses e movimentos.

Mas vamos ao que interessa! História do editorial:
Percebi que o Rica Zuko não tirava os olhos de mim, a ponto de me deixar com as bochechas vermelhas, o que não é muito difícil.. rs! Não sei ao certo o porque me olhava, se era pelo fato de eu não me vestir como as então chamadas ‘patricinhas’, optando por look total black e justo com jaqueta ou se realmente me achava interessante.

A verdade é que, pra minha surpresa, eram os dois! Ele me abordou com um ‘Oi, posso conversar com você?’ e quando percebi, já tinham passado mais de 3 horas. Ser diferente é muito bom e desde que me entendo por gente, sou feliz por não me encaixar em grupos e estilos fixos. Sou uma caixa cheia de referências, e construo meu lifestyle e ideais em cima do que acredito e faço, ao contrário do que a maioria faz, sempre seguindo padrões.

O papo estava tão bom que eu não queria ir embora. Ao se despedir, percebemos que gostaríamos de estar o tempo todo um com o outro e na semana seguinte, já estávamos morando juntos. Ele só me disse que eu era bonita uma semana depois de nos conhecermos pois até então, sua fascinação por me destacar pelas minhas diferenças era o que mais cativava ele. Claro, eu não poderia estar mais feliz com isso e pra comemorar, acendi meu próprio cigarro, não deixando espaço pro famoso ‘quer fogo?’ público aparecer.

Essa simples atitude fez com que as pessoas que estavam perto ficassem assustadas, nos fazendo rir muito! Como uma boa provocadora, fizemos questão dele colocar minha jaqueta de couro (até então feita somente pra homens usarem) em mim, mostrando que nos aceitávamos como éramos, independentes de caretas gratuitas e apontamentos. Pra finalizar, uma dancinha ao som de ‘Are The One That I Want’ e seguimos com nossa vida.

Sei que o tempo não permitiria, mas não seria incrível se os filmes musicais vintage não fossem machistas? Não custa sonhar, né? Mesmo assim, sou apaixonada por diversos e entendo toda a questão limitada e preconceituosa das épocas retratadas nos filmes, apenas não concordo nem 1%. Embora lenta, vejo a evolução acontecer e fico muito feliz com os que resolvem quebrar com regras e padrões arcaicos.

Por essas e outras que eu amo você, Rica Zuko! Digo, Rica Browne!
Agora que a história foi contada, falemos um pouco mais dos bastidores! Fazer editoriais com zero reais de bugdet é bem difícil, não canso de falar, e nem sempre consigo fazer exatamente como está na minha cabeça, mas como já disse, acabo ficando bem feliz com o resultado. Mas pra isso acontecer, me atento aos detalhes, que no caso ficou por conta da edição, granulada, com fundo amarelado e aspecto antigo, como um estilo sépia.

Ambos estamos com os cabelos grandes, pelo menos maiores do que estamos acostumados. E por ter muito volume e cabelo, sofro um bocado pra fazer babyliss, pois faço, prendo e gasto um spray de laquê, mas quando solto, ele se desfaz em questão de minutos. Acredito que se eu cortar, o efeito durará mais. O mesmo acontece com o Rica que, por ter as madeixas onduladas, fica difícil modular sem os lindos cachos quererem aparecer. Mas como acredito que copiar é o caminho mais fácil, nada de ficar igual. Nossa versão e interpretação daquilo que vemos é a parte mais legal e criativa da produção!

 

 

 

 

 

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